segunda-feira, 30 de março de 2015

VED: EMB - Cap.3 Compasso

  Olá pessoal!!!


Vamos dar continuidade ao nosso estudo musical falando sobre compasso.


A forma mais simples de entender é: compasso é uma divisão musical com base em som e silêncio.

O compasso por ter "dentro" dele vários tempos, os mais comuns são Binários (2 tempos), Ternário (3tempos) e Quaternário (4tempos).

O tempo dentro do compasso pode ser tocado com intensidades diferentes.

O compasso determina o tempo, o pulso e o ritmo da composição, ou seja, é uma forma de organizar e dividir a música para facilitar sua execução 


Resumi ao máximo, pois o assunto é muito extenso, porém acredito que para uma bailarina não é necessário um aprofundamento. 



Qualquer dúvida escrevam nos comentários.


Bjinho!











sexta-feira, 27 de março de 2015

Trança Escama de Peixe

 


Olá pessoal!!!


Postei uma foto no Insta na semana passada e recebi várias perguntas de como fazer, se era difícil e etc...

Então resolvi gravar um tutorial, espero que gostem e que possa tirar todas as dúvidas sobre esse penteado!!!

Bora aprender??!!










Resultado em fotos:















quarta-feira, 25 de março de 2015

Dança do ventre - Estudo 03



Olá pessoal!

Hoje tem mais um vídeo com sequências para estudo...  esses vídeos (estudos) trazem pequenas sequências de temas variados para auxiliar estudantes de dança do ventre!


Então aproveite a ideia e vamos lá!!







segunda-feira, 23 de março de 2015

VED: EMB: Cap.2 Pulsação

 Olá pessoal!!!

Hoje vamos dar continuidade ao estudo musical, falaremos sobre Pulsação.

O assunto é rápido!!!!


Pulsação nada mais é que o tempo da música. Pulsação e Tempo são a mesma coisa!!!


A pulsação consiste em um batimento regular que dura a música inteira, mas não pode ser ouvida e sim sentida.

  Através dela contamos a duração do som, a duração do silêncio e do andamento. Assim nasce o ritmo.

A pulsação também pode ser medida pelo METRÔNOMO.


De uma maneira mais lúdica, ensinamos a aluna pedindo para ele acompanhar a música batendo palmas, claro que encontraremos pessoas com mais facilidades do que outras. O que quero explicar é que marcamos a pulsação da música sem perceber quando batemos o pé, ou as mãos só "curtindo" ... o corpo parece que é ensinado!!!


Na dança usaremos isso juntamente com o andamento, para não sairmos literalmente do tempo e casarmos de forma corretas os movimentos com a música.




sábado, 21 de março de 2015

quarta-feira, 18 de março de 2015

Benefícios da Dança do Ventre por Rhamza Alli


Olá pessoal!!!


Hoje o post é para você que está aí em dúvida no que fazer dessa vida, eu falo para você:

                                            
                              DANCE!!!



Peguei  um pedacinho do artigo escrito por Rhamza Alli no site www.rhamza.com.br e resolvi postar aqui, pois achei muito interessante.


Vamos lá?!

Benefícios da dança do ventre:




Físicos:


- Preparação para ao parto;

- Recuperação do tônus muscular pós -parto;

- Combate a problemas relacionados ao abdômen como: TPM, cólicas, constipação intestinal e dores renais;

- Alongamento geral do corpo sem riscos de lesões, distensões ou contraturas (obviamente, através de exercícios bem administrados);

- Tonificação da musculatura de forma gradual e "de dentro para fora";

- Fortalecimento dos órgãos localizados no abdômen, tornando -os mais eficientes e ativos;

- Postura correta e confortável;

- Equilíbrio e energização;

- Respiração correta;

- Auxílio em dietas de perda e ganho de peso;


 Psicológicos:



- Resgatar da auto -estima;

- Aprender a se sensualizar sem se vulgarizar;

- Perceber os valores ligados ao ser humano e a natureza e não à aparência;

- Despertar interesse por música, ritmos e cultura orientais;

- Proporcionar o relaxamento mental/ diversão;

- Promover a boa convivência com amigos, colegas e familiares;

- Incentivar a boa convivência com a natureza;

- Conscientizar sobre a responsabilidade social de cada mulher (como educadoras da nova geração).


Super legal né pessoal, lá no site você encontra o texto completo e outras coisas bem legais!!!

Parabéns Rhamza Alli pelo texto e obrigada por me autorizar a postar!!!



Bjinhos!!!

segunda-feira, 16 de março de 2015

VED: Estudo de música para bailarinas: Cap.1- Andamento

Para começarmos nosso estudo começarei com um tema bem simples, rápido e muito importante, o andamento.


DEFINIÇÃO: 

 - Andamento é a velocidade que a música é executada.
                         
 - O aparelho que mede o andamento chame-se METRÔNOMO.
                       
  - O metrônomo mede a velocidade da música em bpm (batida por minuto)
                           
- A velocidade pode variar de 40bpm (Largo) até 208bpm (Prestíssimo), cada bpm ganhará um nome específico.


Ok, depois de apresentar os termos técnicos você pode estar se perguntando: "Quando vou usar isso?"
E eu te respondo: " SEMPRE!"


Vamos pensar um pouco, o músico usa o andamento para tocar em uma certa velocidade  pois o mesmo pode variar muitas vezes durante uma música.

E você, como se guia na música para dançar?  Você com certeza irá me responder 3 coisas:

                         1-  Pelo ritmo    2- Eu sinto e deixo levar    3- Vou pela harmonia


Todas as respostas acima estão totalmente vinculadas com o andamento, o ritmo, a harmonia e tudo que compõe uma música segue um andamento!


E na dança?

 Sabe quando a música está mais lenta e pede um movimento mais devagar?......e aquela hora que a música acelera que dá vontade de sair num deslocamento e de correr pela sala?

Quando a bailarina está no nível iniciante parece mais difícil de entender, o meu conselho é ouvir a música sem dançar, deixar entrar e tentar sentir qual a parte lenta, qual a parte rápida, qual é mais ou menos (kkk). Assim a professora estimula a aluna a treinar os ouvidos e a identificar todas as partes que formam uma música.

Para você que já dança e é mais experiente, aí vai uma dica, o ouvido pode ser treinado, e como diz o √ictor (meu namorado e professor de música) é muito importante ouvir a música e separar ela por temas, por exemplo, hoje vou estudar os instrumentos então vou tentar separar da música e ouvir primeiro o derbake, depois o alaúde, depois o pandeiro e etc...
Isso pode ser feito com qualquer parte da música, melodia, harmonia e muito mais!!!


Com o tempo o ouvido ficará afiado para perceber aqueles TAKs escondidos e que fica lindo quando a bailarina faz aparecer através de um movimento.


Bom minhas flores, espero que o post possa acrescentar e esclarecer um pouco desse universo musical.

Se ainda restaram dúvidas deixem aqui em baixo nos comentários que anoto tudo e tento responder!!!

Bjão e até o próximo EMB (estudo musical para bailarinas)!!!!











domingo, 15 de março de 2015

Arquinho de trança



Olá pessoal!!!  

Hoje é dia de tutorial de beleza, quem gosta de trança aí?   Eu amos...vamos aprender esse penteado então!!!   

Bora lá!!!!!




                                            



Resultado em fotos








segunda-feira, 9 de março de 2015

VED: Estudo de música para bailarinas: Introdução



Olá pessoal!!

É com muito prazer que apresento a vocês meu novo projeto junto com meu amado Victor Marcos Marchini  (Músico formado pela Faculdade Souza Lima como técnico em música) :"Vamos estudar dança? Estudo de música para bailarinas", tenho como objetivo levar conhecimento musical para nossas bailarinas de uma maneira bem simples e direta, sem nomes estranhos e coisas difíceis de entender.


A dança não existe sem a música, isso pode soar óbvio, mas posso afirmar que uma boa parte das bailarinas de dança do ventre não tem nenhuma base teórica musical, e isso não é culpa delas e sim uma deficiência no ensino, pois todos sabemos que na dança do ventre não existe uma terminologia, ou um modo único com informações que são importantes na formação de uma bailarina e futura professora.

Pensando nisso selecionei os temas mais importante e básicos que uma professora ou bailarina deveria saber! Mas atenção, não estou aqui dizendo que você é obrigada a saber, ou que você não seja uma excelente bailarina mas em meu consentimento, quanto mais conhecimento mais segurança em se dançar e mais credibilidade para com suas alunas e seus contratantes.

Estudar sempre vale a pena!



Serão 7 temas abordados em 7 capítulos:

Os temas são:

     

     - Andamento

     - Pulsação

     - Compasso

     - Dinâmica

     - Melodia

     - Harmonia

     - Ritmo



Espero de coração que gostem e que possam aplicar na dança e a na aula de vocês!!!


Bjão!!







quarta-feira, 4 de março de 2015

Dança do Ventre - Estudo 02

Olá pessoal!

Hoje tem mais um vídeo com sequências para estudo...  esses vídeos (estudos) trazem pequenas sequências de temas variados para auxiliar estudantes de dança do ventre!


Então aproveite a ideia e vamos lá!!







terça-feira, 3 de março de 2015

Dança do Ventre- Estudo 01


Olá pessoal!

Hoje tem  vídeo com sequências para estudo...  esses vídeos (estudos) trazem pequenas sequências de temas variados para auxiliar estudantes de dança do ventre!


Então aproveite a ideia e vamos lá!!




     


                                      

segunda-feira, 2 de março de 2015

Consciência corporal como terapia



Oficina de Expressão Corporal dentro de um Centro de Atenção Psicossocial**

Almeida VA e Figueiredo JL*
*Enfermeiras da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP)
**Relato de caso do estágio curricular no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)

Introdução
   A concepção de saúde mental conhecida atualmente sofreu diversas modificações no trajeto histórico. Os sujeitos acometidos por alterações sensoperceptivas e/ ou psíquicas denominavam-se loucos e alienados, sofrendo a estigmatização e exclusão do funcionamento social.
  
 Na Idade Média colocava-se o parâmetro de análise da sanidade interligado a religiosidade, os quais não eram sãos estavam possuídos por demônios e necessitavam ser exorcizados por padres(1,2)
  
 No século XVIII emergiu a ideia da Clínica Psiquiátrica, através de Pinel, em que os alienados eram mantidos em isolamento social sendo observados, acreditando-se que o desarranjo das funções mentais era causado por desvios morais.
  
 Verifica-se nos séculos subsequentes, estudiosos como Esquirol e Beaugrand analisando a possibilidade da loucura originar-se de algumas disfunções orgânicas, ideário conflituoso à doutrina psicodinâmica. O século XX foi caracterizado por tratamentos incisivos para a normatização comportamental do alienado, através da indução do coma insulínico, eletrochoques e lobotomia, surgindo o conceito de doença mental, sendo retratada e tratada como uma doença física, após a revolução psicofarmacológica, nos meados do século(1).

  Segundo Szasz e Lefèvre confrontar a doença mental como uma doença somente orgânica exclui as “dificuldades existenciais do paciente”(1) desencadeadas pelas formas de relações do sujeito com os objetos, com o mundo e consigo próprio(3).   
  
 O questionamento do tratamento e a forma de lidar com os alienados foram impulsores para a formulação e ascensão da Luta Antimanicomial em 1980, no Brasil. Tal movimento apresentou a “defesa da desinstitucionalização, da cidadania e da humanização da pessoa que se encontra em sofrimento psíquico”(1,4,5).  
   
Concomitantemente ao movimento, tornou-se melhor aceito a formulação de terapias alternativas, como as já desenvolvidas por Nise da Silveira(6,7) na década de 40, a arteterapia, fonte inspiradora para as oficinas terapêuticas, as quais são designadas para atender as demandas dos usuários do serviço de saúde, através da observação e exposição de questões subjetivas, as quais trabalhadas podem qualificar as potencialidades dos indivíduos, promovendo maior solidificação de enfrentamento das dificuldades cotidianas, através de organização grupal sob a coordenação de um profissional da saúde. 
  
 Na atualidade, segundo o manual de Saúde Mental do SUS há a regulamentação de três segmentos para as oficinas terapêuticas: I – expressivas; II – geradoras de renda; III – de alfabetização(5). O estudo dá enfoque ao primeiro segmento, o qual possibilita a expressão de sentimentos por diversas formas, inclusivamente pela dança.
  
 Considerando que para nos comunicarmos com outras pessoas, utilizamos normalmente a linguagem verbal, porém, essa via não se torna tão viável ao se retratar de pessoas com transtornos mentais. Sendo recorrente a busca por outras formas expressivas, dentre essas, verifica-se que a música é capaz de proporcionar a possibilidade de entrar em contato com o psicótico e romper, portanto, a barreira da incomunicabilidade, sendo a comunicação transferida pela atuação de gestos ocasionados pelo ritmo musical. 
   
 Portanto, aborda-se especificamente as oficinas de expressão corporal, promotoras da capacidade de movimentar, que segundo Fux essa expressão em uma linguagem não-verbal produz modificações positivas corporais e psíquicas, “de tomar conhecimento do seu próprio corpo e ocasionar o aparecimento de emoções, sentimentos e desejos mais profundos”(1).
  
 A dança permite o estado de catarse, representando a superação do próprio corpo(8),Castro afirma essa libertação ao relatar que a dança seria um meio emancipatório, descobrindo e resgatando o sujeito(1,8), servindo como uma ferramenta para integração psíquico e social.

 Dentre os efeitos psicológicos, Matsudo (1999) ressalta que a diminuição da tensão emocional pode ser considerada como um dos benefícios mais importantes. Do ponto de vista psicológico, diversos pesquisadores da área de saúde mental destacam que a atividade física é importante para o equilíbrio emocional(9)

 Pesquisadores dessa área argumentam ainda que a atividade física deve ser incluída como parte do programa de saúde mental, o que já vem sendo realizado em algumas comunidades, onde exercícios físicos têm sido usados como parte de programas terapêuticos para pessoas clinicamente depressivas. 

Nesse sentido, na vida de um usuário do serviço de saúde mental, todas as áreas da vida acabam sendo afetadas: a família, a sexual, a do trabalho e, principalmente, a sua saúde física. Assim, ressalta que a atividade física para esse público é de grande valor terapêutico, uma vez que terá a intenção de romper com o isolamento advindo da doença, colocando o usuário em contato com outras pessoas e a sociedade, “desfrutando, assim, dos benefícios da sociabilidade”(9).
  
 Acrescentam-se os benefícios dos fatores biológicos, em que o exercício físico promove aumento da liberação de endorfinas, resultando em diminuição da tensão, maior sensação de prazer, autoestima e bem-estar(9).
  
A proposta de criação da oficina terapêutica de Expressão Corporal centra-se na reinserção social do usuário através de atividades expressivas, oferecendo aos usuários condições para sua integração social, consequentemente, fortalecendo sua autoconfiança, desenvolvendo suas capacidades biológicas, psicológicas e sociais.
  
 Em que os impactos na comunidade ocorrem na medida em que os projetos buscam diminuir o a exclusão, o mito da incapacidade, da ociosidade e o preconceito a partir das oficinas terapêuticas, objetivando o desenvolvimento da autonomia, a autoestima, a autoimagem, a interação social e a diminuição dos efeitos colaterais dos medicamentos, através do estímulo à prática das atividades físicas, manuais, expressivas e terapêuticas.

Através dessa exposição e reflexão, observou-se durante o estágio curricular no Centro de Atenção Psicossocial Adulto II Perdizes Manoel Munhoz, a dificuldade de interação com alguns usuários, que apresentavam forte embotamento social e emocional, mostrando-se retraimento e isolamento em grande parte da estadia no serviço, e através do conhecimento técnico das estagiárias de enfermagem de dança, optou-se por desenvolver uma oficina terapêutica de expressão corporal com a finalidade de atingir, principalmente, usuários que se apresentavam inexpressivos, como também para aguçar as relações internas e externas dos usuários, desenvolvendo uma nova forma de expressar os seus sentimentos e amenizar o sofrimento psíquico. 

Finalidades
  • Permitir que usuários percebam melhor o seu corpo, promovendo a expressão emocional através dele. 
  • Utilizar a mobilidade física para relaxamento e de modo terapêutico amenizar o sofrimento psíquico. 
  • Promover maiores interações de socialização.
  • Conscientização do mover do corpo, impulsionando o usuário a realizar atividades físicas
Objetivo
  • “Levar o usuário a entrar em contato consigo mesmo", promovendo uma alternativa para conseguir  se desligar de suas produções psicóticas para se conectar com o seu corpo.  
  Ressalta-se que na vivência corporal, ocorre a necessidade de parar de pensar para fazerem contato com seu corpo e/ou sua emoção; é como fechar a torneira do pensamento, das produções psicóticas, de cunho persecutório, delirantes ou não, para se conectarem novamente com o seu corpo, portanto com a realidade que os cercam (10)

 Uma das prioridades desta oficina terapêutica de Expressão Corporal é focar o usuário enquanto um ser humano e não o seu diagnóstico, ou seja, dar ênfase às suas potencialidades.

Metodologia
  
O estudo foi desenvolvido com embasamento na arterapia, promovida por Nise da Silveira(6,7) e também na espontaneidade das bases do psicodrama, descrito por J. L. Moreno(11).

 A população trabalhada foi usuários, estagiários da graduação e pós-graduação e profissionais, com enfoque na amostra de usuários. A oficina ocorreu em espaço interno do CAPS, em uma grande sala, destinada para assistir televisão, sendo os usuários e funcionários pré-avisados sobre a mudança de rotina durante o dia e horário estipulado para a ocorrência da atividade de expressão corporal.
  
 Os encontros foram norteados pela disposição técnica que as estagiárias de enfermagem obtinham, por exercerem atividades de dança em atividades extra-acadêmicas, tendo conhecimento sobre como exercitar a expressão corporal, também se obteve auxílio do livro “Dinâmicas de Grupo de Jogos”(12) ligado ao psicodrama a à psicodança.
  
 As atividades se desenvolveram conforme as etapas, a seguir:
  1. Discussão do projeto em reunião de equipe
  2. Divulgação para a equipe profissional e usuários
  3. Formulação de flyers
  4. Encontros semanais de uma hora.
   Os encontros foram organizados conforme as atividades descritas: 
  • 1º encontro: Apresentação da oficina; alongamento; jogo interativo encosta-fuga; expressão pelo ritmo da música (contato - improvisação); expressão de passos a serem seguidos pelo resto do grupo, relaxamento.
  • 2º encontro: Alongamento, exercícios de conscientização de cada parte do corpo, expressão livre seguida pela música de cada parte do corpo, relaxamento. 
  • 3º encontro: Alongamento, movimento livre repetido pelo restante do grupo seguido por acréscimo de passos, expressão livre somente com uma parte do corpo, relaxamento.
  • 4º encontro: Alongamento, jogo Stop/estátua com reflexão dinâmica do grupo sobre o movimento a qual o usuário havia parado; jogo do espelho, relaxamento e fechamento da oficina. 
   Para a realização das atividades foi necessário o uso de MP4/Pen drive e caixa de som. As músicas utilizadas eram em grande parte árabes, ciganas, flamencas e algumas com mesclas eletrônicas, sendo escolhidas para a descoberta de novos ritmos e a musicalidade ser condizente com as atividades propostas, além de a escolha ter sido feita pelo maior proximidade das duas coordenadoras com dança do ventre e cigana. 

 A coordenação foi realizada pelas estagiárias de enfermagem do quarto ano, todos os demais membros do grupo interagiram de forma participativa, incrementando e construindo em conjunto as propostas designadas pelas coordenadoras.
  
As formas de avaliação foram dadas através do questionamento direto para os usuários, observação de expressão perante as atividades, permanência dos usuários da oficina, a qual não era obrigatória, sendo pontuado que foi utilizado um diário de campo para melhor avaliação final.
   Para citação de discurso foi categorizado a inicial do nome seguido de numeração.

Cronograma


Dia
Hora (hs)
Encontro
11/09
10 - 11
18/09
10 – 11
25/09
10 – 11
02/10
10 - 11


Resultados
  
  O grupo estudado foi constituído aproximadamente de seis a oito indivíduos entre 28 e 81 anos, comportando um grupo misto, aproximadamente três mulheres e quatro homens frequentadores do CAPS, tendo acréscimo quantitativo do grupo esporadicamente pela participação de funcionários e alunos de enfermagem, salientando a prevalência de usuários no grupo constituído. 
  
 Observou-se a necessidade de modificação da duração da oficina, devido à compatibilidade de horário com a tomada do chá da manhã, o qual ocorre às 10:30 e exaustão dos usuários às atividades físicas por longo tempo. Portanto, o primeiro encontro, teve duração de 45 minutos, apresentando o grupo exausto no final da atividade, sendo assim, foi determinada a ocorrência da oficina por 30 minutos.
  
 Com o começo das atividades, pode-se perceber a amenização da ansiedade e da sensação persecutória e delirante de alguns usuários, sendo verbalizado por usuário G1, indivíduo participativo e que apresenta sempre o discurso de uma pessoa boa, tendo dificuldade de expressar qualquer barreira presente no seu cotidiano, a fala foi feita logo após atividade:
“Eu cheguei aqui não muito bem, eu ia passar na minha psiquiatra e falar bem isso (...) mas agora eu sai leve, tudo passou! Vou nela e falar que estou bem agora.” G1.
   
Obteve-se essa percepção não somente nos participantes ativos, mas também nos usuários que optaram por somente assistir a oficina, sendo relatado por L1, usuária que apresenta delírios persecutórios em relação à família e doenças, que tende a se isolar, o seguinte discurso:
“Posso ficar olhando?! Eu gosto de ver vocês dançando” L1
  
 E consequentemente, reparava-se a calma momentânea que aquele momento trazia tanto para G1, L1 e demais usuários, mantendo-os distante do seu sofrimento psíquico, percebendo o desligamento das formulações psicóticas para se conectar com a realidade. (13)
  
 Além da evidência dos benefícios físicos que grande parte dos usuários relataram, através da amenização de dores corporais, pela proporção do relaxamento muscular e do auxílio postural devido a desvio característico do quadro patológico, proporcionou-se um meio de incentivação e manutenção do autocuidado, tendo grande parte dos sintomas melhorados com a realização da oficina, estes recorrentes por hipocinesia, sedentarismo, isolamento e “desregamento dos hábitos de vida” (13) .
  
 Concomitantemente trabalhava-se a superação pessoal de exercer novos movimentos, conhecendo melhor o próprio corpo, proporcionando um sensação de superação e inclusão, ascendendo a autoestima e autonomia dos usuários, a qual eram baixas pela consciência corporal distorcida, com as atividades, os usuários descobriram um corpo a conhecer e experimentar. (14)

  O padrão do sono também foi um fator de melhora, pois foi orientado aos usuários a tentativa de realizar os exercícios de relaxamento momentos antes de dormir, pois muitos alegavam problemas referentes a insônia, pelos delírios e ansiedade, que aumentavam no período noturno, e como resultado os usuários trouxeram que de fato, a preparação para acalmar o corpo, deixou-os mais tranquilos e consequentemente atenuaram o mau padrão de sono e sensações e formulações psicológicas hiperativas.
  
 Em relação ao âmbito social, verificou-se o aumento da socialização(14), através das atividades, pela interação entre usuários, coordenadores, estagiários e profissionais, sendo fator benéfico para o fortalecimento e estabelecimento de vínculo do grupo, como resultado, pode-se observar a maior atuação espontânea entre os participantes dentro e fora das atividades da oficina, demonstrando um estado mais equilibrado, promovendo melhor domínio da sintomatologia e maior adaptação aos meios sociais.(13)
   
 Através da constituição de um melhor vínculo(2,15) com o grupo, pode-se perceber uma postura mais compreensiva dos usuários no auxílio com os demais, quando se necessitava de ajuda para exercer algum movimento desejado, e a compreensão do grupo em decorrência de problemas tecnológicos recorrentes em algumas atividades, estando o grupo calmo e coeso até o final da atividade.
   
Os usuários inicialmente inexpressivos e com maior dificuldade de relacionar-se com os demais tiveram resistência de participar, mas alguns através da espontaneidade e sensibilização da ideia terapêutica que estava por detrás da oficina, se mantiveram ativos e participativos em todas as atividades, ressaltando, que esses usuários apresentaram a presença mais saliente, conseguindo utilizar o momento para se expressar e se entreter, conseguindo estabelecer uma abertura maior com o grupo.

  Salienta-se a estimulação corpórea como ativadora de uma “complexa rede de reações bioenergéticas”(13) . NIEMAN, 1993 relata que o córtex motor, área neurológica que proporciona o indivíduo ao exercício, situa-se próximo a estruturas que abrigam sentimentos e emoções, áreas límbicas, portanto, quando o córtex motor é ativado, “há efeitos paralelos sobre o estado emocional, cognitivo e psicológico” (13), através da sensibilização de estruturas do sistema límbico, projeta-se estímulos para as áreas corticais(16,17), dentre elas o córtex pré-frontal, demonstrando que a informação emocional influencia no planejamento e execução do movimento, ocasionando a diminuição das sensações de lentificação motora, apatia, falta de vontade, etc.
   
Algumas dificuldades foram pontuadas, como a interação com usuários que se encontravam em sintoma de mania ou muito agitados, alguns se mantiveram na oficina, ocasionalmente desestruturavam o grupo, por estarem falantes demais ou exercerem outra atividade, a qual não era a proposta retirando a atenção do grupo.
   
Porém, em grande parte do tempo, os demais usuários tentavam adequar o usuário que se encontrava inadequado, exercendo um trabalho terapêutico para todo os usuários, pois era trabalhado a adequação da pessoa em mania, que queria estar na atividade, mas era proposta de como o paciente deveria se portar para o melhor funcionamento coletivo,obteve-se o exercício da crítica e de socialização dos demais usuários, que exerciam o papel do terapeuta em reorganizar, direcionar as possibilidades e verificar as limitações dos demais, sempre com o auxílio das coordenadoras, com o enfoque que nunca foi pontuado a opção de excluir o usuário hiperativo, mas de trabalhar junto com ele para integrá-lo aos demais. Resultando em uma momentânea diminuição de hiperatividade, trabalhando continuamente a falta de sentido de proporção e agitação psicomotora.
   
Verificou-se também a barreira que muitos usuários colocaram por ser uma oficina de expressão corporal tendo o discurso de “não sei dançar” utilizados por eles, porém, sendo alguns convencidos de que não era uma oficina para dançar, mas para expressar o sentir através de movimentos, tendo uma melhor aceitação principalmente pelos homens. As questões religiosas também foram um bloqueio para a participação das atividades, em que teve pessoas que participaram, mas, as reverberações delirantes das questões religiosas impossibilitaram a participação continua.
   
Destacando a participação de um usuário S1, o qual o seu sofrimento psíquico é condizente a uma luta entre o “querer” e a crença religiosa, sendo o seu delírio eloquente do pecado para atividades de dança, assistir televisão, ouvir música, compra de objetos, entre outros. Quando S1 participou da atividade de expressão corporal, ele deixou à deriva o seu pensamento psicótico e se expressou com movimentos corporais que descreviam um momento libertador, um momento de catarse, mesmo retomando a negação de participar nas demais atividades, ele retomou ao grupo no último dia, na última atividade, para participar do fechamento da oficina, demonstrando que a atividade lhe mobilizou internamente.
   
Mesmo com as negações pelas barreiras citadas, as atividades tinham um auditório, que se envolviam com as atividades e se tornavam parte do grupo, sendo que em muitos momentos, os participantes ativos podiam induzir os que assistiam a participar, pois esse ato fazia parte da expressão significativa do indivíduo, exercitando a sua atuação de conviver(14).


  Conclusão

 Conclui-se que através do corpo dá-se significado e expressão, os quais imprimem vida ao movimento e, por esse movimento, o homem é capaz de exteriorizar os seus sentimentos. A Expressão Corporal desempenha um papel de extrema importância para o desenvolvimento integral do indivíduo portador de doença mental(18)

 A música aliada ao movimento desempenha um papel fundamental ao nível do equilíbrio e desenvolvimento do ser humano, contribuindo para o seu bem-estar. Desta forma, verifica-se que a Expressão Corporal é uma atividade que, devido às suas características, pode ser praticada com poucos recursos e em qualquer local (ao ar livre ou em recinto fechado).  A Expressão Corporal pode ser trabalhada em grupo, através da realização de exercícios de carácter individual, a pares, três a três e pequenos grupos, tendo atenção às capacidades dos usuários e suas limitações.
  
Sendo uma atividade válida como alternativa expressiva para as pessoas com embotamento afetivo, isolamento social e também exerce prática terapêutica para usuários hiperativos e/ou em processo de mania, no caso do transtorno bipolar-afetivo, tornando-se um espaço de expressão, adequação e socialização, que pode ser construído em conjunto com os pacientes, auxiliando e promovendo as “autopercepções de estima, controle, eficácia, humor, e afeto”(13) bases promotoras para a reabilitação psicossocial desses indivíduos. 
  

Referência Bibliográfica
  1. Zanello V, Sousa G. Mais música, menos Haldol: uma experiência entre música, Phármakon e loucura. Mental vol. 7, n.13, Barbacena, 2009.
  2. Stefanelli MC, FakudalM, Arantes EC. Enfermagem psiquiátrica em suas 
dimensões assistenciais. Barueri: Manole, 2008. 

  1. Ballone GJ, Pereira Neto E, Ortolani IV. Da Emoção a Lesão. Ed. Manole. São Paulo. 2002.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Relatório de Gestão 2003- 2006: saúde mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdflrelatorio gestao saude mental 2003 2006.pdf
  3. BRASIL. Ministério da Saúde.Secretaria de Atenção à Saúde. Saúde Mental no SUS: Os Centros de Atenção Psicossocial. Brasília, DF, 2004.
  4. Castro ED, Lima EMFA. Resistência, Inovação e Clínica no Pensar e no Agir de Nise da Silveira. Interface. Comunic Saude Educ, v.11, n.22, p.365-76, mai/ago 2007.
  5. Guimarães J, Saeki T. Sobre o Tempo da Loucura em Nise da Silveira. Cienc saude coletiva, vol. 12, n.2, Rio de Janeiro, Mar/Apr 2007.
  6. Liberato MTC, Dimestein M. Experimentações entre Dança e Saúde Mental. Fractal. Rev Psicol, vol.21, n.1, Rio de Janeiro, Jan/Apr 2009.
  7. Tavares ML, Santan JO, Benini LE, Gonçalves PH, Kowalski M. Atividade Física e Qualidade de Vida – A Busca pela Otimização do Tratamento de Pacientes Psicóticos. Col Pesq em Educ Fisica, vol.7, n.3, 2008.
  8. Biotto A. Trabalho Corporal com Pacientes Psiquiátricos: Experiência de Grupo de Movimento em uma Clínica Psiquiátrica. In: Convenção Brasil América Latina, Congresso Brasileiro e Encontro Paranaense de Psicoterapia Corporais 2004.
  9. Gonçalves CS, Wolff JR, Almeida WC. Lições de Psicodrama – Introdução ao Pensamento de J. L. Moreno. Ed. Ágora. São Paulo. 1988.
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